11 July, 2009

…my O.G.

Say something, say something, anything
I've shown you everything
Give me a sign
Say something, say something, anything
Your silence is deafening
Pay me in kind

 

say something - james

o que me rodeia?

mentiras douradas… eis o que me rodeia…

do not disturb

O fim é lento? Violento? Lamacento?

Que coisa pouca é o fim…

Fumo um cigarro antes de abrir a janela,

solto um arrepio pelo caminho que a estrada engana,

e com as mãos num corpo ingrato,

corro pelo sangue das minhas veias.

Para que as veias onde corre o meu sangue,

sejam parte de um corpo livre de um fim.

vou indo…

Não sei se viajar.. Não sei o se é ir…

Vejo malas, distâncias, caminhos e vontades

Uma máquina, uma cama, lençóis brancos, o cheiro que me reserva.

 

Preservo-me no medo oculto, o receio, as batas brancas..

Há seringas e toalhetes por todo o lado, arrepia-me o leito de uma maca.

 

Olho em volta, e vejo malas, mochilas e sacos cheios.

Parece-me que todos vão de viagem, e todos os diferentes vão nessa viagem,

Mas a passagem é minha, pressinto no sono, nas pernas, no calor interminável da minha face…

A garganta, o sabor do sangue, o ouvido que não ouve, e o silêncio que guardo…

 

E escondo de boca fechada, o que não quero sentir… fecho os olhos e choro por dentro de um sono num sonho injusto…

Não desarmo a tristeza que me amarra o corpo em mim, e não resisto a um adeus prematuro dos outros… e por aqui fico sossegado, enquanto eles vão indo.

08 July, 2009

é hoje…que a levo nos olhares

…hoje é dia de luto pelos vivos, um luto pelo luto que não fiz, por quem não fiz.

07 July, 2009

re-post…(porque Dave Gahan merece)

We are here
We are here, We can love
We share something
I'm sure that you'll mean
The World to me

Your name was the one that was always chosen
Your words and the kindness that set me free
The shame as a hole that has kept us frozen
You open my eyes to the world I could believe
And words can leave you broken inside

You'll have to decide
I'm hanging onto my pride

We are here, We can love
We share something
I'm sure that you'll mean
The World to me

When you get What you need
It's no way of knowing
What you have is another hole to feed
The games that we played they've left us hoping
The gift that we have, the life that we breathe

This world could leave you broken inside
We've nowhere to hide
I'm hanging onto my pride

We are here, we've been chosen
We've been blessed
With the place we need to find and then open

We are here, We can love
We share something
I'm sure that you'll mean
The World to me
When you get What you need
It's no way of knowing
What you have is another hole to feed

 

HOLE TO FEED – DEPECHE MODE

perdidamente sós

É previsível que neste curto espaço de tempo, no segundo que percorremos, na idade que nos faz ser um pouco mais que um minúsculo ponto no mais recôndito espaço que nos surge no infinito espaço que nos envolve, sermos pensantes, sermos seres, sermos capazes de conscientemente perceber que existe algo demasiado grande, demasiado enorme, desmedidamente infinito para caber na nossa compreensão. E que tudo sempre foi e sempre será o que indubitavelmente é…

É demasiado escassa a nossa capacidade, de só por nós, colocarmos as nossas ideias de uma forma universal, é demasiado pequena a nossa capacidade de sentir o que nos rodeia como sendo exclusivamente nosso, é inevitável não compreender a nossa dimensão na dimensão própria do planeta que habitamos, quanto mais de todo o espaço escuro e vazio que nos guarda no seu mais profundo e inóspito canto.

Quando a pequeneza continua a ser demasiado grande para nós, sujeitamo-nos a ser o grão mais pequeno dos grãos pequenos, que ilimitadamente somos.

Eternamente filhos das estrelas, eternamente filhos da escuridão e do tempo que nenhum relógio pode ou consegue contar, aqui estamos nós, na nossa pequena ilha, tão grande aos nossos olhos, mas invisível para quem nos vê para lá do espaço que nos separa da realidade do cosmos que habitamos. E aqui estamos sós. Tão perdidamente sós.

27 June, 2009

bye Mr. Jefferson…

People always told me be careful of what you do
Don't go around breaking young girl's hearts
And mother always told me
Be careful of who you love
Be careful of what you do
'Cause the lie becomes the truth

 

billie jean – michael jackson

25 June, 2009

stop the world and let me off

I've been wasting all my time


With the devil in the details
And I got no energy to fight
He's a fucking pantomime
The devil in the details

 

devil in the details - placebo

24 June, 2009

julien

book

The payback is here
Take a look, its all around you
You thought you'd never shed a tear
So this must astound, must confound you

 

julien - placebo

23 June, 2009

efeito placebo

…dói quando ali vais, quando ali ficas.

sem dor, quando o tempo se auto-consome na tua presença…

……rapidamente se conta e se move,

o movimento pseudo-eterno de estar contigo…

without guarantee

LM0

slow motion suicide

Balanço…

Não sei se perdi a certeza do que escrevo,

E o ar, aquele ar que me reserva a visão natural das coisas…

 

Não sei no que me deixo, no que me faço, no que me fabrico…

…mal, é o defeito de ser o que seja…

 

Aqui me meço menor que o Mundo na sua maior medida.

Aqui me revejo, na ausência e na saída, do pouco menos profundo que te vejo…

 

Parte de ti é a ponte que me suporta, outra, uma dúvida que se aborta em si…

20 June, 2009

caLL you

Sinto-me infinitamente atraído pelo ontem, mas esse nunca volta…

e assim foram os dias assim…e não de outra forma qualquer.

Pateticamente, estupidamente, selvaticamente, freneticamente, mortalmente, reduzidamente…  abaixo de roedor, debaixo das patas de uma formiga, por baixo dos carris do comboio do tempo …assim me resto… francamente fraco e frágil!

 

Perdi a chave da porta, pior, perdi a porta…perdi o mapa que me leva ali, ao regresso de mim…

 

sobra-me o ar, o mar..e pouco mais que a efémera ambição de querer ser ele… 

e chamo-te em segredo… Shhhh! (com o dedo na ponta do nariz)

18 June, 2009

respostas…

O sol deu infinitamente mais voltas sem mim, do que comigo.. e assim vai continuar a ser infinitamente.

 

Expandir-me? Já não chega a expansão do Universo em que vivo? Basta!

 

 Não sou muito propenso a responder a perguntas, gosto mais de as fazer, mas não gosto de ser acusado, condenado e “morrer como um cão”.

 

Julgar-me-ia inocente se fosse ingénuo a esse ponto, mas não deixaria de ser culpado se me sentisse realmente capaz de ignorar o que me dizem.

 

O ignorar é uma manobra muito difícil de executar, porque o ignorar é só por si, ambivalente. Mas não me vou tapar de birras, tristezas e azedumes. As zangas tradicionalmente opostas ao que realmente queremos são: bater com o pé no chão, puxar os cabelos e fazer beicinho. Perguntar dubiamente o que não se pode perguntar, quando só nós temos o poder de o responder, não é tristeza, nem é zanga.

 

Era mais giro se realmente me apetecesse responder. Mas não me apetece.

Não estou de todo para aí virado, estou muito mais ocupado do que isso, e seria impraticável responder sem magoar. Não me apetece magoar ninguém, estou demasiado entretido a magoar-me a mim próprio, é um pouco egoísta, eu sei, mas não deixa de ser uma atitude altruísta também.

 

Respeito? Lembro-me vagamente, e começava por…