agora…
Vivo dos aforismos dos outros, e não consigo compreender muito bem onde ficam os meus…
Vivo dos aforismos dos outros, e não consigo compreender muito bem onde ficam os meus…
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GOODNIGHT
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28.8.09
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o duque que junta tudo, e não junta nada…
se fosse como escrevem os filhos de “Davi”, o teu nome seria quase tão perfeito como o dia em que nasceste..porém acaba mal… MUITO MAL.
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GOODNIGHT
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25.8.09
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Nietzsche is dead by God - 25/08/1900
…
e eu entenderei melhor Wagner…no dia em que não tiver mais nada para entender.
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GOODNIGHT
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25.8.09
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Num espaço…cada letra tua, nua, crua
Pura de encantos demais…
Clara a transparência da tua voz.
A fala que se sente,
Mesmo no ausente pestanejar de um estranho…
A força do encanto…que vil é a rude distância…
Um caminho tortuoso, infundado e inundado de saudade.
Um campo aberto a uma flor que nasce num Mundo distante,
És mais do que todas as minhas letras,
És superior ao que penso e ao que te lembro de ti.
És mais do que a pequena criança.
És a existência completa de todos os momentos que vivi.
Correndo pelo seu corpo tonto,
Pelas ruelas de um centro,
Lá vai ela, suave como um pouco de vento.
Corre, brinca, tudo a intriga, tudo a satisfaz…
O sorriso, a descoberta...
Há sempre um motivo suficiente para se distrair.
E perguntar... sem medo…
E responder sem apreensão
“Está bem!”
E eu assim te lembro...
como uma pequena poesia…
És Maria… mesmo sem mim.
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GOODNIGHT
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17.8.09
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Imagem do planeta Vénus captada hoje (12/08/2009 – 6:42 am Lisboa)
pelo Microsoft WorldWide Telescope
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GOODNIGHT
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12.8.09
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E tu que por trás do vidro olhas para mim,
Não te escondas por trás de um sorriso,
Que há muito que não consigo encontrar.
Toma conta do meu sonhar,
Enquanto durmo nesta madrugada fria e ingrata,
Lembrando como:
És suave, és vida, és mais do que um respirar…
És tu…presa nessa moldura escura.
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GOODNIGHT
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10.8.09
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Hoje passei ao lado do que me resta de bondade social, queria saber o que queria saber, e nos conhecimentos do Verão, que guardo de um passado quase esquecido, usei as armas que os homens usam para saber o que mais querem saber.
Ironicamente, foi no que mais complicado parecia ser, que mais fácil se tornou, e entrei pela porta sem pedir licença, abri todas as janelas, e principalmente a que queria abrir, e descobri o que queria descobrir, saber o que queria saber e encontrar.
Afinal estava lá a singularidade, o acto descomprometido, a certeza do que havia pressentido, de nada serviu, fiquei igualmente ingrato com o que me deixou sem certezas.
Porém, não chegou entrar numa janela, como sempre, o poder, dá-nos fome de saber, de bisbilhotar, de vasculhar, o mais do resto…e…
Descobri o mal de mim, o que mais me devora, o que os outros pensam de mim.
Descobri o que me escrevem nas costas e que me soltam no jazigo encerrado pelos cadeados da ignorância… Ouvir apenas um lado é sempre mau, pactuar com ele, é filipino, é aterrador, é beber a água onde Pilatos lavou as mãos.
Não guardo ressentimentos, nem rancor, saberei com alguma certeza que a ilusão partiu de alguém com pior instinto, mas em todo o caso, não te desejo nada para além do que tu és, a tua humilhante condição de humano e mortal.
E sim, eu tenho a mania que sou superior, melhor, tenho a certeza que sou superior, e a prova disso, é que eu sei o que tu pensas de mim, mas tu nunca irás saber o que eu penso de ti… Só por si, isto é uma superioridade em relação ao pouco ou nada que julgas saber… Quanto a mim, vou-me recostar na cadeira do poder supremo, aquela que está bem abaixo do espaço em que julgas voar, com os pés bem afastados do chão onde eu piso.
Assim nos entendemos…assim não nos vamos entender mais, porque lá no fundo, guardarei um gostinho do ácido com que serves o básico momento de existir.
a ti, os meus sentimentos… por ver morrer a tua confiança… AA
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GOODNIGHT
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10.8.09
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How I survived, Oh, I dont know.
Still I'm glad to say, I'm still here today.
I tried to pretend, but it was just a show.
Now I, I just cant hide. I had to swallow my pride.
And I had to:
Run for the shelter of your love.
You know I'm a man, I dont like to brag.
But it's been cold and empty out here, it's been a drag.
A man dont fight and run away. He will live to fight another day.
Well it's these words I sing that keeps me holding on today.
I know that I can:
Run for the shelter of your love.
jimmy cliff
I can see clearly now the rain is gone.
I can see all obstacles in my way.
Gone are the dark clouds that had me blind.
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GOODNIGHT
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10.8.09
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Quando tento dormir penso no futuro,
mas não o vejo,
porque ele está longe de existir…
ao mesmo tempo vejo uma nuvem densa carregada de imagens do passado…
e é nessa agonia que encontro a insónia…
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GOODNIGHT
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10.8.09
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Revejo a matéria dada, com a preciosidade de uma pétala,
Examino cada gesto, cada gota que escorre,
E encontro-me num meio fim, perdido, desgastado,
Cansado e desiludido com o que sobra de mim.
As imagens são turvas e ausentes,
Espero o negro, o escuro e a eterna obscuridade,
A cada segundo que passa e que nunca me resta.
Desço em mim, o mal que os outros escondem,
Corrompo o meu corpo frágil,
E deixo-me guiar até ao que me falta.
Com a largura do tempo,
Espero… o que tão de pouco falta esperar.
Afinal a saudade não arde nos meus lábios,
Quando eles se encerram infinitamente, no teu olhar…
É do sonho que vive a incerteza…
…e o sono não se lamenta das lembranças,
que vagamente alimentam, a verdadeira identidade dos dias.
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GOODNIGHT
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9.8.09
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E assim se foi, a noite e o dia dos nossos tempos…
…nada a declarar.
…nada a acrescentar
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GOODNIGHT
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6.8.09
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Não me culpo, mas não me absolvo…
É inconstante a crueldade,
É inconstante o pueril ideal da serventia à dor.
Forte ou fraco, culpo o que me rodeia,
Entre o que começa e acaba em mim.
É de mim que parte o que me envolve,
É de mim que sobressai o escuro que a luz não encontra
Não posso esculpir na madeira
a salvação do meu corpo,
e é ignota a causa,
onde me escondo…e inconscientemente me julgo…
..LIVRE
DE SER O QUE SOU.
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GOODNIGHT
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5.8.09
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| created by goodnight@2007 |
| contact: attitude.pt@gmail.com |
Aubade
I work
all day, and get half-drunk at night.
Waking at four to soundless dark, I stare.
In time the curtain-edges will grow light.
Till then I see what's really always there:
Unresting death, a whole day nearer now,
Making all thought impossible but how
And where and when I shall myself die.
Arid interrogation: yet the dread
Of dying, and being dead,
Flashes afresh to hold and horrify.
The mind blanks at the glare. Not in remorse
- The good not done, the love not given, time
Torn off unused - nor wretchedly because
An only life can take so long to climb
Clear of its wrong beginnings, and may never;
But at the total emptiness for ever,
The sure extinction that we travel to
And shall be lost in always. Not to be here,
Not to be anywhere,
And soon; nothing more terrible, nothing more true.
This is a special way of being afraid
No trick dispels. Religion used to try,
That vast, moth-eaten musical brocade
Created to pretend we never die,
And specious stuff that says No rational being
Can fear a thing it will not feel, not seeing
That this is what we fear - no sight, no sound,
No touch or taste or smell, nothing to think with,
Nothing to love or link with,
The anasthetic from which none come round.
And so it stays just on the edge of vision,
A small, unfocused blur, a standing chill
That slows each impulse down to indecision.
Most things may never happen: this one will,
And realisation of it rages out
In furnace-fear when we are caught without
People or drink. Courage is no good:
It means not scaring others. Being brave
Lets no one off the grave.
Death is no different whined at than withstood.
Slowly light strengthens, and the room takes shape.
It stands plain as a wardrobe, what we know,
Have always known, know that we can't escape,
Yet can't accept. One side will have to go.
Meanwhile telephones crouch, getting ready to ring
In locked-up offices, and all the uncaring
Intricate rented world begins to rouse.
The sky is white as clay, with no sun.
Work has to be done.
Postmen like doctors go from house to house.
Philip Larkin