01 April, 2009

a ti, Milena Jesenka

Um bramido no chão, um desejo passageiro,

Ao fundo, perdido, parado, esquecido,

Acabado, acabo por fim…suavemente fechado.

 

Foi um esboço imperfeito,

Um Inverno, uma estação,

Aquele comboio.

Uma praia, um grão.

..areia que já não piso…e volto.

E fui..e foste..e foi, e fomos.

Sim! Um nada absoluto!

 

E na ida da morte que vem de dentro,

Ela, que sobe a escada, a direito, a baixo

Toca-nos, perto ou longe, no infinito,

E aí se perde,

nos teus olhos,

nas mãos,

nos cabelos,

nas nuvens e nos gestos.

 

Na memória

…apenas a sombra, que de vazio se enche em ti.

 

No fim, um papel que engana,

Em um tempo farto, cheio, milenar,

Que nunca passa por nós.

Existentes.

 

Deixaremos de existir infinitamente.

(porque Felice Bauer também existe aqui…)

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