01 June, 2009

por quem nunca vou esquecer…(a menina que és)

E assim o meu espírito se desumaniza de mim,

como parte do invólucro que me envolve a pele,

 a película transparente que emana pouco mais

que um medo infinito de te tocar.

 

Contei cada minuto em teus passos,

cada palavra que me tocou fundo,

E a lágrima caiu, perdida num chão de areia e pedra.

 

Ouvi o murmurar dos pássaros que me traziam o sentir,

Vinham de longe, vinham de lá, de onde vinhas tu.

 

Sorri ao vento, e agradeci poder ter o olhar que te vê,

Escondido, fugido, sedento de te abraçar, ali fiquei.

Parado…

 

Olhaste-me nos olhos, e eu petrifiquei,

Senti-me uma nuvem que passa,

que alarga a sua lentidão e se dissolve no ar.

E naquele instante morri sem te viver,

Abracei-te no meu pensamento,

E com a força que não me é permitido comprovar,

Viajei!

Suave e calmamente, no nosso tempo.

 

Obrigado Maria…

Por ainda me fazeres ouvir o meu respirar…

o meu sorrir … e o meu Ser..

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