13 June, 2009

my silence

 

silence

Porque ela não anda para mim

Quando eu ando para lá,

Porque fico aqui,

Quando ela não está.

 

Morto de fome de ser,

Apertado no canto,

De um retiro injusto.

 

Sinto as pernas tremer,

O braços caídos,

Oiço as vozes dos outros,

E espero que o dia passe.

 

E assim me calo,

A assim cumpro o silêncio,

Num ritual meu, e nunca teu…

 

Serás tu perfeita?

Ou serás a minha ilusão,

na perfeita comunhão,

…do que me cabe ser incompleto?

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